Escore de Cálcio Coronariano

Escore de Cálcio Coronário – Diretriz Brasileira 2025
Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2025

Escore de Cálcio Coronário

Estratificação Moderna de Risco Cardiovascular

O que é o CAC?

O Escore de Cálcio Coronário (CAC) é um exame de tomografia computadorizada que mede a quantidade de cálcio presente nas artérias coronárias.

Este cálcio representa a parte calcificada das placas de ateroma. Quanto maior o CAC, maior a carga total de placas e maior o risco de eventos cardiovasculares.

Quando Indicar?

Pacientes Ideais:

  • Idade > 40 anos
  • LDL-c entre 70-159 mg/dL
  • Risco calculado intermediário
  • Dúvida sobre iniciar estatina

Especial atenção: Pacientes com risco baixo, mas com história familiar de doença aterosclerótica prematura.

Imagem de tomografia mostrando calcificações nas artérias coronárias destacadas em cores para visualização do escore de cálcio
Tomografia computadorizada mostrando calcificações nas artérias coronárias (destacadas em cores)

Interpretação dos Resultados – Diretriz 2025

CAC = 0

Risco Baixo

Excelente prognóstico! Baixa taxa de eventos nos próximos 10 anos, mesmo em idosos ou com múltiplos fatores de risco. Atenção especial em diabéticos, tabagistas e com história familiar forte.

CAC 1-99

Presença de Aterosclerose

Já existe alguma aterosclerose. Avaliação individualizada considerando idade, outros fatores de risco e história familiar para decisão terapêutica.

CAC ≥ 100

Alto Risco

CAC ≥ 100 UA ou percentil > 75 para idade e sexo = ALTO RISCO. Indicação de tratamento hipolipemiante. Em portadores de HF: risco MUITO ALTO.

CAC ≥ 300

Risco Muito Alto

Equivalente a doença aterosclerótica estabelecida! Mesmo risco de quem já teve evento cardiovascular. Tratamento intensivo obrigatório.

Dicas Clínicas – Diretriz 2025

Casos Especiais – Diabetes

Diabéticos com CAC entre 10-300 UA já devem ser classificados como ALTO RISCO cardiovascular.

Hipercolesterolemia Familiar (HF)

Portadores de HF com CAC > 100 UA devem ser classificados como MUITO ALTO RISCO cardiovascular.

Evidência Científica

Metanálises confirmam: a adição do CAC ao escore de risco tradicional melhora significativamente a discriminação de risco e a reclassificação de pacientes.

Custo-Efetividade Comprovada

Estudo brasileiro (Valério et al., 2022): A estratégia guiada pelo CAC é mais custo-efetiva que o tratamento convencional:

  • Redução significativa de custos acumulados
  • Aumento da qualidade de vida (QALY)
  • Otimização do tratamento: evita medicação desnecessária (CAC=0) e intensifica quando necessário (CAC>100)